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Festejo! (01 a 07/06/26)

31 de mai.
3 min de leitura

Palavras para firmar a semana no céu!


Sol em Gêmeos; Lua Cheia em Capricórnio, Aquário e Peixes!


Junho chegou e com ele chega a festa, a fogueira, o forró, os fogos, a fumaça, os folguedos, a farra, a fanfarra e, neste ano, o futebol. Haja festejo! Eu, particularmente, amo São João com Copa do Mundo, tudo misturado. É um tantão de coisa alegre, boa e bonita junta, em uma época em que não nos culpamos por festejar! A alegria é o motor da vida. É um adubo fértil para fazer a semente brotar. Celebrar é um direito divino que nós recebemos do Universo. Agradecer pela benção recebida, apesar de todos os reveses desta vida. Achar o ritmo para festejar os encontros e serenar nas despedidas. Concentrar-se na alegria do presente. Encontrar harmonia na chegada e na partida. Fazer magia criativa. “Assim na Terra, como no céu”! Usar as ferramentas de Deus: cores, música, dança, número, palavra, comida e bebida.


É preciso ter coragem para ser feliz, mudar o tom dramático que atribuímos às coisas, escolher encarar o desafio como oportunidade. Perguntar: qual o aprendizado deste acontecimento? Com verdade! Dançar com desalinhos! Olhar a vaidade nos olhos e, então, se permitir leveza no coração para criar a realidade que merecemos. Ter serenidade no Ori para saber o que quer, saber pedir, saber receber, saber retribuir. Saber rezar as palavras certas, com o coração aberto, certo de que irá conseguir! Festejar antes mesmo de ver e acreditar na providência do Orixá. Viver com fé é assim, sem medo! Acreditar no que ainda não é visível, afinal “o coração pode ver muito mais profundamente do que os olhos” (Ọkàn ríran ju ojú lọ). É se permitir crer no impossível. Festejar a Morte e a Vida. Não há lógica que explique. É a poesia e o paradoxo que trazem o sentido. É aceitar a realidade, sabendo que podemos mudar. É confiar na queda, mesmo à beira do precipício. “Mil cairão ao meu lado, dez mil à minha direita, mas eu não serei atingido”. Faz bem declamar os versos bíblicos.


“Eu nunca perco. Ou eu ganho, ou aprendo”! Essa frase de poder do mestre Nelson Mandela, nosso Madiba, tem me acompanhado com força nas últimas Luas. Declaro sempre que lembro, quero e preciso. Sinto a força das palavras. A profundidade da mensagem. O Ori do rei, mesmo quando feito prisioneiro. O corpo, que renega o sofrimento, e se permite o festejo. Essa palavra vem do latim, festivus e foi criada para simbolizar a alegria, a diversão e a solenidade do sentimento. A alegria, assim como o Amor, são fundamentos. Do bem estar, do bem viver, do bem querer, das relações aqui na Terra. Porque nenhuma pessoa quer viver no desalento. De não pertencer, não experimentar, não trocar, não ter um bando pra sobreviver. E tudo começa na gente mesmo. Na nossa atitude, na nossa responsabilidade, na disposição que temos para sentir, antes de qualquer coisa, a nossa verdade e o nosso contentamento. “Se avexe não! Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada!” Ter paciência de Juazeiro. Não se demorar em lamento!


O céu e o mês de Junho nos convidam a dançar, beber, comer, brindar, celebrar. Viver, porque a vida é uma festa e morrer também será. A nossa realidade é o resultado daquilo que pensamos - é a primeira Lei Hermética, que até conhecemos, mas ignoramos. Ou como disse o Buda “Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”. É nosso dever pensar o melhor pra nós. É nossa humildade aceitar os nossos limites e comunicá-los aos outros. Caminhar sem se enganar e não enganar ninguém. Escrever o enredo da nossa história! “Ser impecável com a nossa palavra! Não levar para o pessoal! Não tirar conclusões! E dar o nosso melhor!”, como está no livro “Os quatro compromissos”, do Don Miguel Ruiz. É preciso paz para poder florir! Parodiando os poetas Almir Sater e Renato Teixeira. Não deixemos a vida passar sem consciência de quem somos e do que viemos buscar. Acender fogueiras, tocar canções, abrir licores, encantar o caminho e caminhar! Deixar Fluir! “É preciso amor pra poder pulsar; é preciso paz pra poder sorrir; é preciso a chuva para florir!” Anarriê! 




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