Owó (20 a 26 /04/2026)
- Kira Lima
- 19 de abr.
- 4 min de leitura

Palavras para firmar a semana no céu.
Sol em Touro; Lua Nova em Gêmeos e Câncer; Crescente em Leão e Virgem.
Owó é uma palavra em Iorubá para traduzir dinheiro e riqueza material. Eu, particularmente, a acho linda, além de que ela me chegou na vida pela boca dos erês, com sorrisos fartos ao pronunciá-la! As crianças amam umas moedas e um bom porquinho para guardar os metais que carregam o sonho de um bom doce ou de um lindo brinquedo. Owó é sinônimo de alegria para elas. Gosto também da sonoridade (ôuôu), que me lembra a palavra ouro, derivada do latim "aurum", símbolo de Oxum e também de prosperidade em diversos lugares e tempos do planeta. Nessa semana que inicia, a lua percorre os 4 elementos, começando pelo Ar e findando na Terra; bom lembrar que tudo o que cresce no chão, nasce primeiro no Céu! Eis, então, a questão: o que plantamos na nossa cabeça e que toma forma através dos nossos pés e mãos?
O Sol chega à constelação de Touro, um dos símbolos primordiais do elemento Terra, da Prosperidade e das cartas de Ouros no Tarô, o naipe do poder material, que nos traz a mensagem da riqueza como uma consequência natural da união dos outros 3 elementos, porque dinheiro é uma energia, presente primeiro no pensamento. Me custou um tanto até compreender isso. Eu cresci rodeada de algumas ideias bem complicadas sobre dinheiro, como a de que ele é sujo; ou ouvindo frases como “quem tem dinheiro, não tem bom coração”. Por causa disto, desenvolvi uma espécie de vergonha inconsciente de tê-lo, fato que só descobri há pouco mais de um ano na terapia. Tinha vergonha de “ostentar”, de cobrar quem me devia, falava mal de quem tinha muito e, por mais que eu o ganhasse, não sabia como administrá-lo. Acreditava que investimento era coisa de homens brancos e velhos e sempre arrumava formas de dar ou perder o que eu ganhava. Até entender que o dinheiro é uma energia e eu, definitivamente, não sabia como lidar. Era hora de aprender!
Mergulhei profundamente no autoconhecimento e no estudo dela através dos tempos e das culturas. Estudei muitas teorias, li muitos livros, perdi o medo de carregar ouro, tomei a decisão de mudar a minha mente sobre este assunto e me organizar financeiramente. Assumi, então, essa responsabilidade que só cabia a mim. Eu não tinha problemas em ganhar dinheiro, mas ele não ficava na minha mão e eu não sabia usá-lo de maneira inteligente. Descobri que ele tem uma linguagem que começa com 4 verbos: ganhar, gastar, poupar e investir. É necessário saber executar cada um deles. A energia do dinheiro tem também 4 substantivos: criatividade, responsabilidade, honestidade e generosidade. Para tudo na vida, deve-se colocar amor, alegria e coragem! Para mim, esse é o conjunto das 11 palavras da Prosperidade, energia que nasce primeiro no coração, ganha firmeza na cabeça e na vontade, para, através do trabalho, ganhar materialidade.
Estudando a prosperidade a partir do ponto de vista de diferentes povos, descobri que usar ouro para os nossos ancestrais nunca foi pura ostentação, mas uma tecnologia de se comunicar com a Terra, de onde ele vem, e sustentar no corpo a energia que move o ouro do coração das montanhas em nossa direção! Se os nossos sonhos demandam dinheiro, faz-se necessário tê-lo em mãos. De Oxum a Ganesha; do Templo de Salomão à Cidade Dourada perdida nos Andes; dos alquimistas aos ciganos, o ouro é uma metal celebrado por seus poderes espirituais. O dinheiro é, antes de tudo, espiritual, mental e emocional. Somos seres magnéticos, com poder para atraí-lo até nós, mas a escravidão mental a que fomos submetidos fez com que esquecêssemos disto. Conhecer esse movimento é imprescindível para que mudemos a nossa mentalidade.
Sorte tive eu de encontrar os ensinamentos dos Erês, de Oxum e Exu, alguns bons livros, com destaque para “A cabala do dinheiro”, do rabino Nilton Bonder e a nova geração das meninas do rap brasileiro, como a talentosa Duquesa, me dizendo: “O bagulho é dinheiro no bolso, não adianta me ligar, não adianta mandar mensagem, tá ligado? É business, baby. Business, business, business”. Muitos estudos demonstram que a dependência e a desregulação emocional são bloqueadores da prosperidade financeira; e nós vivemos com emoções e mente tão machucados e adoecidos pelo sistema que nos moldou, que fica difícil “se libertar da escravidão mental”, para citar o Rei do Reggae. Aprendi! A fazer acordos. Estabelecer limites. A dizer não e a dizer sim!
O céu dessa semana pede pra gente respirar, mentalizar e planejar aquilo que pretendemos deixar no mundo por meio dos nossos dons, com propósito, decisão e firmeza. A lua pede pra gente se olhar no espelho e declarar, sem medo: Eu me cuido. Estudo! Crio! Invento. Invisto em mim e no meu conhecimento. Faço acontecer a vida que eu quero. Danço com o Tempo. Sou minha prioridade. Ajo com verdade. O que eu vejo fora é um reflexo do que está dentro! O segredo é dominar as emoções, firmar a mente e agradecer! À vida, pela abundância e prosperidade da natureza que nos mantém. Aos Erês, pela alegria, pelos sorrisos e pelo querer bem. Agradecer pelo que a gente ainda não vê, mas já sabe que tem. Ter fé e trabalhar com entusiasmo, acreditando que tudo aquilo que já é nosso, com certeza, vem!
Foto de DΛVΞ GΛRCIΛ no Pexels: https://www.pexels.com/pt-br/foto/cartas-de-taro-sobre-notas-de-dolar-33065036/



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