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Ìwà Pẹ̀lẹ́ (03 a 09/08/26)

2 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 3 de ago.


Palavras para firmar a semana no céu!


Sol em Leão; Cheia em Áries; Minguante em Touro, Gêmeos e Câncer.


É preciso ter coragem, iniciativa e assertividade para desapegar de tudo o que não faz mais sentido em nossa vida. Ser de coração, sem timidez ou hesitação. Franqueza. Honestidade. Decisão. Se tem vontade, diz sim. E se não quer, diz não! Coragem de deixar ir, cortar, desapegar, fluir, desenrolar, dissolver, permitir. Coragem de afastar, decisivamente, tudo aquilo que, para nós, é ruim. Assertividade com o nosso ouro, nosso dinheiro, nossas finanças, nossos miaêros. Não ter medo da riqueza, da prosperidade, da realeza, nem do mercado financeiro. Viver como um dente de leão. Sem temer soltar as pétalas, nem reflorestar! A gente é árvore, torna nascer onde quiser, já diz a sabedoria Iorubá. 


Ìwà Pẹ̀lẹ́ é um conceito fundamental da visão de mundo iorubá e pode ser traduzido de forma direta por “bom caráter”! Mais amplo do que a noção de moral ocidental, o termo nos chama atenção para a arte de viver com honestidade. Respeitando os limites, nossos e dos outros. Não invadir o território de ninguém e defender o próprio território com unhas e dentes. Fazer o certo… em acordo com aquilo que se é e se sente. Escolher o bom, o bem, aquilo que a natureza aponta como correto. Agir com base na consciência, e no pensamento centrado, após a respiração ritmada. Dominar o ego. Honrar a palavra e ser impecável com ela. Este é o nosso primeiro e grande compromisso, como nos ensina o mestre tolteca Don Miguel Ruiz. Ìwà Pẹ̀lẹ́ é a nossa coerência para viver, alinhando os verbos ser, sentir, poder, pensar, falar e fazer. A harmonia entre o que se fala e o que se vive conduzindo o nosso mover.


A prática diária do respeito é a base para se viver com saúde. Respeitar, antes de tudo, a gente mesmo. Respeitar a natureza que nos nutre e os nossos sagrados e segredos. Respeitar a nossa palavra e também o nosso silêncio. Abençoar a nossa coragem e aprender com os nossos medos. Saber-se semente boa e trabalhar com justiça e verdade para costurar o nosso caminho e os nossos enredos. Recolher-se de julgar e de apontar o dedo. Viver com fé no propósito e no Orixá, pois o nosso caminho sagrado não é um brinquedo, para vivermos no automático, de maneira inconsciente. A chave da transformação da nossa realidade e da nossa vida prática é o nosso comportamento, pois é o conjunto das nossas ações. O nosso bom comportamento causa a nossa boa vida! E, por isso, a sabedoria ancestral nos ensina que o centro do nosso axé é o nosso Ìwà Pẹ̀lẹ́, pois conduz o nosso compromisso de nos tornarmos melhores pessoas e este é o grande ebó da nossa jornada!


A sabedoria do Ìwà Pẹ̀lẹ́ nos inspira a escolher o nosso bem, sem desejar o pior de ninguém. Agir com honestidade, justiça, gratidão e generosidade é a base para fortalecer o nosso axé e guiar a nossa intenção para transformar a nossa realidade dando o melhor que temos. Ninguém, além de nós mesmos, pode determinar o que podemos, julgar o que sentimos, mensurar o nosso valor ou invadir o nosso sagrado. Por isso, devemos nos proteger sim, das energias negativas, dos nosso inimigos internos, das maledicências e das brigas… cuidar do nosso Ori, manter o nosso coração em paz e o nosso corpo longe das disputas de ego e das intrigas. A vida nos trata como a gente se trata! Fortalecer o nosso corre, cuidar da nossa força interior e investir no nosso próprio caminho é sabedoria antiga!




 
 
 

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