Witch (15 a 22/03/2026)
- Kira Lima
- 15 de mar.
- 3 min de leitura

Palavras para firmar a semana no Céu!
Sol em Peixes; Lua Nova em Peixes, Áries e Touro
Desde criança, tenho fascínio pelas bruxas. Gostava das histórias das rodas, dos contos de fadas da escola, dos livros, dos filmes, dos seriados e das canções, que eram, inclusive, naquela época, histórias de vilãs, em grande maioria. Aos quinze anos, eu li a minha primeira grande história em um livro: As Brumas de Avalon, da autora estadunidense Marion Zimmer Bradley. E ali, eu tive um novo olhar. Passei a ver e observar a inteligência, a capacidade de fazer coisas que pareciam impossíveis acontecer, a sagacidade e o poder de observação daquelas mulheres que eram chamadas de bruxas. Desde então, passei a prestar atenção nas grandes bruxas e bruxos deste mundo, na minha família, amigos, cidades, lugares, personagens, etc. A minha casa e a minha família sempre foram cheios de encantamento: das palavras, das ervas, das rezas, dos sonhos, das intuições e das visões. Me iniciei em uma religião que também tem sua base na ciência das encantarias, na relação com a leitura dos elementos da natureza e na nossa responsabilidade com a escolha dos nossos caminhos.
Mais recentemente, há uns seis anos, a minha filha e os meus alunos me apresentaram o universo dos animes e eu, que já gostava de produções japonesas desde o Jaspion, me vi fisgada por personagens que cativam e transmitem uma sabedoria de mundo ancorada nos fundamentos da natureza e nos elementos. Eu me tornei muito entusiasmada e interessada nas bruxas, magos e alquimistas muito preciosos do universo dos mangás e animes. Comecei pelo “Serviço de entregas da Kiki”, dos studios Ghibli, inspirado no romance infanto juvenil “Entregas expressas da Kiki", da escritora japonesa Eiko Kadono, que eu li no ano passado. Eu e minha filha já assistimos a essa animação inúmeras vezes juntas e, de vez em quando, se eu quero me centrar, aliviar a mente, aprender e sorrir, eu a assisto. Conta a jornada de uma jovem bruxinha em busca de si mesma, de compreensão do propósito, de exercício da coragem, de permissão de poder, de resolução de problemas, de grandes ideias e de encantamentos do mundo. E como é bom descobrir o poder que temos dentro de nós! Abracadabra!
O poder da bruxa sempre esteve guardado dentro de mim, me lembrando que eu sei fazer feitiços. A palavra feitiço, lá na raiz, é a expressão que surge para nomear algo que não é natural, não é comum, ou seja, algo sobrenatural. E eu sempre enxerguei os mundos, natural e sobrenatural, como parte um do outro, desde muito pequena, sem compreender ainda o que era. A gente só pode confiar e ter fé no sobrenatural se pudermos sentir o poder absurdo que há nele. Viemos do céu e a ele voltaremos, depois de estarmos aqui na Terra para aprender, porque também viemos do pó e a ele voltaremos. Não há o que temer! Somos viajantes das estrelas no Tempo. Espiritualidade é caminho. Intuição é guia. Criatividade é prática. Transmutar as emoções para firmar a mente e a palavra! Toda bruxaria boa começa pela boca. Pedir com o coração em paz. Rezar com a mente desperta. Conhecer os sentimentos. Trabalhar com entusiasmo. Silenciar quando necessário. Falar com discernimento. Escolher bem os pensamentos e os problemas que enfrento. Fazer alquimia com dor, prazer e fundamento. Criar a minha própria história. Acender, em todas as luas, a bruxa das estrelas que eu sou, desde que parti em viagem do firmamento.
Foto de Oscar Millán: https://www.pexels.com/pt-br/foto/mulher-segurando-holding-cranio-14018448/



Comentários